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Rio+20

Domingo, 17 de Junho de 2012

 
     

Texto da Rio+20 é “enxugado”, mas só será fechado na segunda (18)

  

Na sexta-feira, o Brasil assumiu a presidência das negociações. A primeira providência foi cortar uma série de elementos considerados radicais e que, segundo o governo, emperravam as conversas.

  


Por WWF-Brasil

Em coletiva de imprensa realizada esta tarde no Riocentro, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Antônio Patriota, disse que o texto final da Rio+20 ficará pronto até a noite da próxima segunda-feira, dia 18. Ele também informou que o texto sofreu um processo de ‘enxugamento’ e está mais ‘magro’ e ‘limpo’. “Precisamos nos focar nos pontos cruciais para concluir tudo no tempo previsto”, justificou.

Na sexta-feira, o Brasil assumiu a presidência das negociações, uma prerrogativa de país-sede da conferência. E logo que assumiu a liderança, a primeira providência foi cortar uma série de elementos considerados radicais e que, segundo o governo, emperravam as conversas. “Com isso, saíram de cena as divergências e ficaram apenas os pontos sob os quais existe algum consenso”, explicou o ministro. Atualmente, o documento tem 56 páginas, contra as mais 119 previstas anteriormente.

Patriota afirmou que já está certo, para o final da conferência, o anúncio dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). No entanto, a definição de metas específicas ficarão para depois, num processo de negociação que deve começar, pós-Rio+20. “Esta é uma questão técnica, que deve ser tratada por quem entende do assunto”, falou o ministro. Foram mantidas as questões relativas às “responsabilidades comuns, porém diferenciadas”, que estabelecem metas específicas para os países e são alvo de muita discussão.

Outros pontos polêmicos como a criação de um fundo internacional de R$ 30 bilhões para financiar o desenvolvimento sustentável, transferência de tecnologia e capacitação não foram citados durante a coletiva e devem ser objeto de discussão dos diplomatas envolvidos nas conversas para a redação do documento.

O coordenador do programa de Mudanças Climáticas do WWF-Brasil, Carlos Rittl, afirmou que neste novo momento da conferência o Brasil precisa fortalecer seu papel de liderança. “O Brasil tem que trazer resultados concretos, não apenas declarações políticas de boa vontade”, ressaltou o especialista.

Rittl afirmou também que o Brasil precisa fazer sua ‘lição de casa’ para falar sobre o assunto. “É necessário que o governo incorpore o discurso da sustentabilidade às suas políticas públicas. Até 2020, temos uma série de investimentos em energia, infraestrutura e hidrelétricas que não estão vinculados à questão da sustentabilidade”, lembrou. Ele citou ainda as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e a discussão em torno do Código Florestal como exemplos de temas tratados sem consideração ao meio ambiente.

 

WWF-Brasil/EcoAgência

  
  
  
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Autorizada a reprodução, citando-se a fonte.
 
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