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Observatório de Jornalismo Ambiental

Sexta-feira, 28 de Julho de 2023

 
     

Aumentam as mortes violentas na Amazônia: onde está a cobertura dos crimes ambientais?

  

O crescimento do “narcogarimpo”, problema grave a ser encarado pelo país, pode ser uma oportunidade para que o jornalismo faça transbordar o “ambiente” para além de editorias de sustentabilidade

  


Por Ângela Camana*

O Fórum Brasileiro de Segurança Pública publicizou na semana passada seu relatório anual, no qual estão compilados os principais dados sobre a violência no Brasil registrada em 2022. O Anuário Brasileiro da Segurança Pública há mais de 15 anos reúne informações oriundas de órgãos oficiais de todos os estados da federação, como as polícias e as secretarias. Os maiores veículos de comunicação enfatizaram as mudanças no panorama nacional, produzindo rankings da violência e destacando seus efeitos sobre os mais vulneráveis. O relatório informa que, a exemplo de 2021, o número de mortes violentas na Amazônia segue crescendo, informação que ganhou certo destaque na imprensa; no ano passado, pouco se repercutiu a especificidade da região em sua escalada da violência, como avaliou este Observatório.

O Anuário indica uma intrincada relação entre os conflitos por terra, o desmatamento e o garimpo ilegal nos estados amazônicos, afirmando que as disputas foram intensificadas pela ampliação da presença do narcotráfico na região. Ou seja, grupos criminosos de grande porte ligados ao tráfico de drogas agora se dedicam também a atividades ilegais historicamente violentas, processo do qual resulta uma associação entre os crimes ambientais e a violência letal.

Ainda que a repercussão do Anuário até aqui tenha sido mais atenta às dimensões ambientais da violência, especialmente na Amazônia, esta ainda parece ser uma lacuna nas coberturas empreendidas pela imprensa. Ao longo do ano, as pautas que dão conta desta relação se resumem à publicização de estudos e relatórios. O crescimento do “narcogarimpo”, problema grave a ser encarado pelo país, pode ser uma oportunidade para que o jornalismo faça transbordar o “ambiente” para além de editorias de sustentabilidade.

 

 

* Texto produzido no âmbito do projeto de extensão "Observatório de Jornalismo Ambiental" por integrante do Grupo de Pesquisa Jornalismo Ambiental (CNPq/UFRGS). A republicação é uma parceria com o Núcleo de Ecojornalistas do Rio Grande do Sul (NEJ-RS). Ângela Camana é jornalista e socióloga. Doutora em Sociologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Pesquisadora colaboradora no Grupo de Pesquisa Jornalismo Ambiental e no grupo de pesquisa TEMAS – Tecnologia, Meio Ambiente e Sociedade.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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