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Quinta-feira, 21 de Junho de 2012

 
     

Uma revolução ao alcance das mãos

  

A Revolução da Colher defende o vegetarianismo como alternativa para proteger a vida e a saúde do planeta

  

Danielle Sibonis    
Guru Maharaj Paramadvaiti


Por Danielle Sibonis, especial para EcoAgência de Notícias

Uma revolução acessível a qualquer pessoa capaz salvar milhares de vidas e reduzir os impactos ambientais. A Revolução da Colher foi uma das manifestações que integraram a Caminhada do Dia de Mobilização Global da Cúpula dos Povos, nesta quarta-feira, dia 20, no Rio de Janeiro. A Revolução da Colher é uma proposta dos membros do Pacto Mundial da Consciência que defendem o fim do consumo de animais através de performances de teatro e da distribuição de material informativo.

O líder do Pacto Mundial da Consciência, o guru Maharaj Paramadvaiti, explica a relação entre a revolução e a caminhada: "a Revolução da Colher representa o amor de coração a coração e a Cúpula dos Povos é colocar coração com coração rumo a solidariedade". Para Paramadvaiti as manifestações são importantes para trazer a violência e a crueldade a plena vista, já que o assunto é ignorado totalmente pela  grande mídia. "As indústrias de tortura animal são iguais a campos de concetração, geram muito dinheiro para poucas pessoas. A Terra mesmo não aguenta mais", afirma o guru.

A criação de animais é responsável por cerca de 20% da emissão mundial de gases tóxicos que intensificam o aquecimento global, de acordo com pesquisas da Organização das Nações Unidas. Além da liberação de grande quantidade de metano, fazem parte do bife o desmatamento para a criação de pastos, o uso abusivo de água para consumo dos animais e para a lavagem da carne e a necessidade de boa parte da produção de grãos, estes em geral transgênicos.

A produção de carne torna-se desta forma mais poluente do que a queima de combustíveis fósseis. Paramadvaiti aponta a dificuldade de se mudar esta realidade: "O governo são as empresas que se lucram do mal, tem-se que boicotar sem violência, porque a violência não é a solução". 

Exploração animal - Em relação ao silêncio que existe sobre a exploração animal, Paramadvaiti explica que isso se deve ao medo que as pessoas que lucram com a exploração têm da informação. Assim, a maioria da população segue acrítica, consumindo passiva, indiferente - ponto para o sistema.

Seguiria acrítica por que hoje não se depende apenas da grande mídia para se estar informado. "A informação é poder, ela dá liberdade" defende Narayani, uma jovem uruguaia que também estava na caminhada e é adepta à Revolução da Colher. Para Narayani com a dissiminação de informações as pessoas estão percebendo todos os impactos negativos do consumo de animais. "A natureza está reagindo, estamos sendo testemunhas de tudo. As pessoas sensíveis e críticas estão indo atrás de informação". Ela, categórica, parafraseia o guru: " A revolução começa tirando o poder daqueles que se aproveitam da ignorância". 

Narayani acredita na efetividade da Revolução da Colher já que "todos querem algum tipo de revolução, algum tipo de mudança". Para ela basta analisar a problemática ambiental, social e econômica para se perceber "que o vegetarianismo é uma solução persistente para se conseguir depois resultados exteriores, criando um cimento sólido para uma mudança real de consciência".

 

Ecoagência Solidária de Notícias Ambientais

  
  
  
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