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Poluição

Terça-feira, 06 de Novembro de 2012

 
     

Avanço da BP no ártico alarma cientistas e ambientalistas

  

Especialistas exigem mais pesquisas sobre a região, enquanto a gigante britânica BP e a russa Rosneft planejam perfurar o frágil polo norte em busca de petróleo.

  


Por Daniella Cheslow - Deutsche Welle Brasil

Explorar petróleo em alto mar é arriscado em qualquer parte do mundo, mas as condições particulares do ártico tornam o trabalho no local especialmente complicado. A perfuração e a limpeza em caso de derramamento são difíceis por causa do frio extremo combinado com ventos fortes, blocos de gelo e pouca luz do sol durante o inverno. Além disso, o gelo marinho está derretendo rapidamente, tornando extremamente difícil construir uma compreensão abrangente sobre esse ambiente físico, químico e biológico, afirma o geólogo marinho e diretor da comissão norte-americana de pesquisas no ártico, John Farrel.

Isso significa que é quase impossível rastrear danos ao meio ambiente ligados à expansão da perfuração de petróleo. "Com a diminuição da extensão da camada de gelo marinho e o aquecimento da região polar, não há mais um ecossistema de base", diz Farrell.

Desbravando o ártico

Cientistas e ambientalistas se voltaram para o polo norte após anúncio feito no dia 22 de outubro de que a gigante petrolífera britânica BP estava vendendo sua participação russa para a Rosneft – companhia estatal de petróleo da Rússia. Pelos termos do acordo, a Rosneft se tornará a maior companhia de petróleo de capital aberto do mundo, com a BP controlando 20% dela. Para ambientalistas, a questão-chave é que o novo acordo dará à empresa britânica acesso a reservas do ártico por meio da Rosneft.

De acordo com o Serviço Geológico dos EUA, 13% das reservas de petróleo mundiais ainda não descobertas estão sob a camada de gelo do polo norte, que está derretendo rapidamente. A Rosneft já perfurou pontos no ártico, mas investiga agora como fazer isso no mar. Trata-se de um casamento por conveniência: a BP oferece sua experiência e a Rosneft, suas licenças. Na Rússia, exploradores de petróleo estão de olho no Mar de Kara. Essas águas são tão remotas que os soviéticos as usaram como local de despejo de lixo nuclear por mais de 25 anos.

Leia o restante da reportagem da DW

Deutsche Welle, parceira da EcoAgência de Notícias

  
  
  
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