Untitled Document
Boa tarde, 03 de fev
Untitled Document
Untitled Document
  
EcoAgência > Notícia
   
Agrotóxicos

Quarta-feira, 12 de Setembro de 2012

 
     

Denúncia de contaminação em fábrica desativada da Rhodia, em Cubatão (SP)

  

Segundo a assessoria de imprensa da empresa, os funcionários da unidade que fizeram exames que comprovaram “quadro suspeito” para contaminação passaram a receber uma licença remunerada.

  

Fábrica da Rhodia interditada por contaminação


Por Elaine Patricia Cruz - Agência Brasil

Funcionários terceirizados que trabalham na desativação de uma antiga unidade da Rhodia, em Cubatão (SP), alegam que foram contaminados com um pesticida chamado hexaclorobenzeno. Eles procuraram a ajuda da Associação de Combate aos Poluentes (ACPO), uma entidade sem fins lucrativos que atua na proteção do meio ambiente e da saúde pública, que levou a denúncia ao Ministério Público do Trabalho (MPT).

Segundo a associação, os problemas de saúde começaram a ser constatados em 1978, quando trabalhadores da unidade da Rhodia em Cubatão, que trabalhavam com um composto conhecido como Pó da China, começaram a apresentar tumores pelo corpo. Em 1979, a unidade de produção foi desativada. Em 1992, ocorreu uma nova denúncia de contaminação: operários da fábrica de solventes clorados, em Cubatão, descobriram que também estavam intoxicados por poluentes da Rhodia, o que foi comprovado por exames sanguíneos que atestaram a presença de hexaclorobenzeno.

A fábrica foi interditada em 1993 e, desde então, nunca mais voltou a funcionar. Segundo a assessoria de imprensa da empresa, os funcionários da unidade que fizeram exames que comprovaram “quadro suspeito” para contaminação passaram a receber uma licença remunerada. Em 1995, um termo de ajustamento de conduta (TAC) assinado entre a empresa, o sindicato dos trabalhadores das empresas químicas da região e o Ministério Público determinou a recuperação ambiental da área onde a fábrica estava instalada, o monitoramento da saúde das pessoas que trabalhavam na unidade e o pagamento do tratamento.

Na tarde de hoje (11) ocorreu uma audiência pública entre representantes da ACPO e do Ministério Público, em Santos. O MPT pretende apurar se há registros de novas contaminações na fábrica desativada e deve requisitar mais documentos à empresa e à associação para apurar a denúncia. Representantes da Rhodia não foram chamados a participar da audiência, informou a empresa à Agência Brasil. Atualmente, a Rhodia tem cinco fábricas no estado de São Paulo: duas delas instaladas em Santo André, além de São Bernardo do Campo, Paulínia e Jacareí.

Procurada pela reportagem, a Rhodia respondeu que é obrigada a cumprir o TAC e que o está seguindo rigorosamente. A empresa também declarou que não foi comunicada sobre a audiência, que ocorreu hoje em Santos. “A Rhodia informa que as operações de manutenção, de desmonte de partes da unidade e as obras de recuperação ambiental da unidade química de Cubatão, desativada desde 1993, são realizadas de forma segura tanto para as equipes profissionais diretas e das empresas especializadas contratadas, como para o meio ambiente”, declarou em nota.

A empresa também negou ter informação oficial sobre caso de ex-funcionários de empreiteiras terceirizadas que estariam afastados por problemas de saúde relacionados a uma eventual exposição a substâncias químicas em Cubatão. A Agência Brasil também tentou contato com a associação, mas até a publicação da matéria não obteve sucesso.

Agência Brasil/EcoAgência

  
  
  
Untitled Document
Autorizada a reprodução, citando-se a fonte.
 
Mais Lidas
  
Untitled Document
 
 
 
  
  
  Untitled Document
 
 
Portal do Núcleo de Ecojornalistas do Rio Grande do Sul - Todos os Direitos reservados - 2008