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Reportagem Especial

Quinta-feira, 17 de Março de 2011

 
     

A conquista da Patagônia - Parte 1

  

A região selvagem do Sul da Argentina que os espanhóis não conseguiram dominar é hoje a conquistadora de visitantes de todo o mundo, por seus encantos e natureza viva.
Acompanhe, a partir de hoje, uma séria com três reportagens sobre a Patagônia.

  

Vera Damian - EcoAgência    
Pingüins preservados em Punta Toros recebem visitantes em estulo


Por Vera Damian, especial para EcoAgência Solidária de Notícias Ambientais

Batizada séculos depois de ser descoberta por Fernão de Magalhães em 1520, a Patagônia teve seu nome extraído de uma novela espanhola cujo personagem era um gigante. Referência aos primeiros seres humanos avistados na região, os Tehuelches, índios com estatura média superior a dois metros de altura.

As “lendas” da Patagônia misturam histórias e estórias e é fácil 
entender por quê. Ali as referências de distâncias e tamanhos mudam internamente no observador. Tudo é grandioso e intenso.

Falésias douradas pelos raios de sol facilmente se transformaram 
em castelos de ouro no imaginário de piratas e colonizadores dos

 

séculos passados que, afinal, foram vencidos pela imensidão e aridez das estepes

Assim a Patagônia pôde se manter solene e imaculada por séculos. 
Lá a conquista é inversa. Basta ter um pouco de sensibilidade para ser definitivamente encantada pela Patagônia.

A Patagônia é a maior região da Argentina com cerca de 1 milhão de quilômetros quadrados. Nela vivem pouco mais de 700 mil pessoas e não menos do que 2 milhões de pingüins de Magalhães, residentes em 60 colônias litorâneas desde a Península Valdés até a Terra do Fogo.

No verão, são eles que recebem - com um jeito de velho sisudo vestido de fraque – os milhares de visitantes de todas as partes do mundo que na última década vêm descobrindo outras regiões da Patagônia, para além da tradicional Bariloche (ao norte).

Localizada no litoral próxima à Península Valdés, a pinguineira Punta Tombo põe abaixo a idéia do pingüim de geladeira. Lá, as aves vivem em tocas feitas no chão de areia e pedras em temperatura ambiente que supera os 30 graus. Em fevereiro e março os graciosos filhotes estão trocando suas plumas para uma penugem cinza e branca. É como se estivessem entrando na adolescência. Quando terminam a troca, se lançam ao mar. Nos processo migratórios anuais viajam com a corrente marítima até a latitude do Rio de Janeiro-BR.

Punta Tombo é a maior colônia continental de pingüins de magalhães do mundo e foi declarada área natural protegida no fina  dos anos 70, depois de um movimento popular em defesa destas aves.

Na época, o governo argentino queria vender cerca de um milhão de pinguins para uma empresa comercial japonesa, sob a alegação de que eles poderiam se proliferar demais e invadir as cidades.

Foi o que bastou para uma professora da cidade de Trelew organizar uma passeata com crianças mascaradas de pingüins. A
população gostou da idéia e aderiu. Em pouco tempo, os pingüins realmente haviam invadido a cidade e a iniciativa virou manchete
nacional.

Na área natural protegida da Península Valdés – considerada patrimônio da humanidade – os pingüins podem ser avistados até o final de março. De janeiro a abril, observa-se elefantes marinhos e orcas (que, afinal, não são da família das baleias, mas dos 
golfinhos). Lobos marinhos até junho, mês em que também inicia o fabuloso espetáculo das baleias.

Nada menos que 2.700 baleias procuram os golfos que circundam a península para dar à luz e amamentar seus filhotes até dezembro.

Em terra estão guanacos, tatus, raposas, lobos e outras centenas de espécies. Mas principalmente as rústicas ovelhas, exóticas
mas geradoras da principal atividade econômica (lã e carne). São milhões na Patagônia, ainda que na região de Valdés precisem ser criadas na proporção de um animal para seis hectares devido à escassez de alimento.

A média de precipitação anual é de 200 mm, equivalente ao que chove num mês no sul do Brasil o que limita o crescimento de
pastagens. Soma-se a isto temperaturas que chegam a 40ºC no verão e até 21 graus negativos no inverno.

“Ovelhas que vivem à beira do litoral se acostumaram a beber até água do mar e não raramente são devoradas por orcas, que confundem seu berro com o de filhotes de leão marinho”, explica Martin Navarro, guia cultural e de turismo da Unesco para a Península Valdés. E exímio contador de histórias e lendas da Patagônia.

A estranha orgia gastronômica da região de Valdés inclui bandos de gaivotas atacando baleias para bicar a pele e gorduras. Um hábito nocivo e recente, devido ao aumento da população de gaivotas em função da atividade pesqueira predatória.

Saiba mais sobre a Patagônia
aqui.

Vera Damian – Exlcusivo para a Ecoagência. A ecojornalista participou com recursos próprios da Expedição Fotográfica para a Patagônia promovida pela Sala de Fotografia.
Veja mais em
http://salafotografia.blogspot.com/

Aguarde:
A Conquista da Patagônia - Parte 2

EcoAgência Solidária de Notícias Ambientais

  
  
  Comentários
  
ENTRETUR Bureau Turístico de la ciudad de Trelew - 19/03/11 - 15:16
Simplemente para saludarlos y continuar el contacto desde el ENTRETUR Bureau Turístico de la ciudad de Trelew. Nuestra web www.trelewpatagonia.gov.ar
Nilva Damian - 22/03/11 - 08:44
Mari Maravilhoso seu texto, principalmente a parte que fala do manifeto da população para salvar os pinguins. E a foto do arco iris está maravilhosa. Quero ver as outras. Bjs
  
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