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Terça Ecológica

Quarta-feira, 21 de Novembro de 2012

 
     

Marcelo Sgarbossa alerta sobre falta de segurança nas ciclovias de Porto Alegre

  

 As ciclovias que estão sendo criadas na capital gaúcha não respeitam o Plano Cicloviário e chegam a ser uma punição para os ciclistas, afirmou o palestrante do evento promovido pelo Núcleo de Ecojornalistas do Rio Grande do Sul.

  

Juarez Tosi/EcoAgência    
Marcelo Sgarbossa foi o palestrante da Terça Ecológica


Por Sílvia Franz Marcuzzo, especial para a EcoAgência

A bicicleta, amplamente incentivada em muitos países, principalmente naqueles em que as políticas públicas se preocupam a qualidade de vida nas cidades e a diminuição dos impactos ambientais no planeta, é encarada pela prefeitura de Porto Alegre como algo que atrapalha o trânsito. As ciclovias instaladas ou em construção foram planejadas por quem não tem noção do que é andar em duas rodas pela cidade. Mesmo assim, vem aumentando o número de pessoas que pedalam, seja para lazer ou como meio de transporte.
 
Esses foram alguns dos alertas do advogado e professor Marcelo Sgarbossa, eleito vereador com uma expressiva votação pelo PT nas eleições de 2012, na Terça Ecológica, ontem à noite. O evento é uma promoção do Núcleo de Ecojornalistas do Rio Grande do Sul (NEJ-RS), com patrocínio do Banrisul, realizado no auditório 3 da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação (Fabico) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), com a presença de um público diverso e participativo.
 
Sgarbossa citou vários exemplos de como esse veículo precisa ser mais respeitado pela sociedade e pelos seus governantes, mas também lembrou que o ciclista precisa considerar as leis de trânsito. Para ele, será difícil o usuário da bicicleta adotar uma postura mais adequada, se nem a prefeitura segue os preceitos básicos para a convivência entre os motoristas e ciclistas. Na capital, é comum se deparar com situações de conflito no trânsito - na metrópole gaúcha transita grande número de motoristas agressivos ao volante.

O vereador eleito apresentou vários aspectos que não estão sendo cumpridos do Plano Cicloviário de Porto Alegre, de 1999, mas em vigor desde 2009. A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), por exemplo, entrou com uma ação na justiça alegando ser inconstitucional o repasse de 20% das multas de trânsito para ampliar a infraestrutura (ciclovias) e desenvolver ações de educação para a população melhorar a relação entre  pedestres, motoristas e ciclistas.
 
“As ciclovias que estão sendo feitas chegam a ser uma punição para os ciclistas”, alerta. Para ele, muita gente vai continuar disputando espaço com os automóveis e ônibus ao longo do arroio Dilúvio. “Nunca a prefeitura nos mostrou, nem discutiu o projeto da ciclovia da Ipiranga”, lamenta. O ciclista, um dos fundadores do Laboratório de Políticas Públicas e Sociais (Lapuus), aponta falhas que possivelmente provocarão acidentes e problemas futuros para a população. A ciclovia está instalada ao lado da faixa de maior velocidade e ainda utiliza ora um lado, ora outro do canteiro central da avenida. Ele salienta que o trajeto exigirá sinaleiras para bicicleta em vários pontos e exigirá mais tempo de deslocamento.
 
Também reclamou da ciclovia em cima da calçada na Restinga e do piso inadequado utilizado no trajeto da avenida Diários Associados, em frente ao Barra Shopping , quando a lei determina a utilização de materiais antiderrapantes e antitrepidantes. O especialista em Direitos Humanos  e mestre em Análise de Políticas Públicas pela Universidade de Turim, Itália, informa que a largura da pista feita na Icaraí, no Cristal – “tem só  1,06 metro!”. Reclama ainda da localização, paralela ao estacionamento de carros, com o que o motorista pode acertar em cheio um ciclista ao abrir a porta. A previsão de obras estipuladas no Plano está muito aquém do planejado: “A da Sertório, na Zona Norte, começará só depois de finalizada a da Ipiranga”, comenta indignado.
 
A ciclista Rosaura Pinheiro disse que hoje as ciclovias servem mais para levar o cachorro para passear, para corredores e caminhantes. Já Nelson Diel acredita que todas as possibilidades de se andar de bicicleta são válidas. Outros participantes lembraram que a cultura da bicicleta está em alta devido à pressão da sociedade. Hoje há várias tribos, gente com interesses diversos que difundem o uso da bicicleta como meio de transporte em Porto Alegre.  Além do movimento Massa Crítica, há duas empresas de entrega que usam a bicicleta; vários grupos de passeio, como o Grupo das Cíclicas, formado por mulheres, o Cycle Chic, que difunde a moda para quem quer andar de bike em alto estilo e uma grande procura pelas bicicletas de aluguel.
 
Muitas iniciativas foram fortalecidas depois de eventos como o Fórum Mundial da Bicicleta,  promovido por cicloativistas em fevereiro deste ano. Gente que sabe bem o que significa a atitude de usar a bicicleta: um dos transportes mais ecológicos que existe, que traz benefícios para a saúde, não gera gases de efeito estufa (GEE), não gera ruídos, não ocupa muito espaço, leva todos de porta em porta, e proporciona um contato com o ambiente como nenhum outro. 
EcoAgência

  
  
  
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